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09/01/2012

Carlota Joaquina e seus amantes



Segundo o historiador Milton de Mendonça Teixeira, é verdade que o comportamento matrimonial de Dona Carlota nunca foi dos melhores, se considerado sobretudo o fato  dela ser de uma estirpe de nobres e da família imperial brasileira, atribuindo-se a ela muitos enredos de escândalos com seus amantes.



D. João VI e Carlota Joaquina


Conta-se que Dom João VI chegou a premiar com cargos públicos os amantes da mulher, demonstrando aos súditos não se importar muito com a infidelidade de sua esposa. Alguns escritores enumeram algumas destas nomeações: o infante Dom Pedro Carlos, genro de Dom João VI, era o diretor da Alfândega; o Capitão Sidney Smith, um dos preferidos de Carlota Joaquina, ganhou um sítio em Niterói e o Comendador Fernando Carneiro Leão, seu segundo amante, foi o primeiro diretor do Banco do Brasil.

José Fernando Carneiro Leão (1782–1832), primeiro e único barão e conde da Vila Nova de São José, foi um militar e nobre brasileiro, tendo alcançado a patente de brigadeiro. Fidalgo cavaleiro, exercia diversas funções na corte. Recebeu o grau de Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro e de Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Imperial Ordem de Cristo.

Ficou famoso por ser o juiz dos contratos reais do dízimo da casa imperial e, principalmente, por ser amante de Carlota Joaquina, que mandou matar Gertrudes (uma amante de Fernando) por ciúmes, quando esta estava na porta de sua casa.  O encarregado de dar o tiro foi um escravo chamado "O Corta-Orelha"  e atribui-se que Carlota foi a própria mandante do crime.

Casada com D.João VI quando tinha apenas 10 anos de idade (e ele com menos de 18, ou seja, autênticas crianças), o nobre casal acumulou durante a vida diversificados desentendimentos, que viriam a tornar-se notórios desde o início das núpcias. Mesmo vivendo uma vida separada, isto não impediu que juntos tivessem nove filhos. Embora atribuídos também a pais diferentes.



Carlota Joaquina de Bourbon, aos quinze anos.


Carlota Joaquina odiava o Rio de Janeiro e reprovava a ideia da transferência da corte para o Brasil. Era dona de uma personalidade forte e autoritária, ao contrário do marido, tido como um bonachão.

No Brasil, Carlota Joaquina apresentou-se então como pretendente à direção das colônias espanholas na América. Dom João VI ocupou, no entanto, o Uruguai em 1816 e dessa forma o projeto de Joaquina não pôde ser concluído.

Foi isolada no Palácio de Queluz por contrariar as decisões do príncipe.



Palácio Nacional de Queluz

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View Comentários 4 Comentários


Link direto para este comentario vanuzia
11/01/2012

que linda essa imagem da carlota joaquina aos quinze anos...

Link direto para este comentario conceição
11/01/2012

Visitei recentemente o palácio de queluz e o quarto em que carlota joaquina dormiu!

Link direto para este comentario MURILO VIDALGO
15/05/2012

VI RECENTEMENTE AQUELA MINISSÉRIE "QUINTO DOS INFERNOS".
A CARLOTA JOAQUINA ERA DAQUELE JEITO MESMO?! OU AQUILO É UM PAPEL CARACTERÓLOGO?

Link direto para este comentario claudia moreira
12/02/2014

Estamos precisando de uma foto de Fernando Carneiro Leão. Se alguém tiver um livro ou arquivo com o retrato, favor entrar em contato pelo tel. 21 2514-1250 ou e-mail claudia@acrj.org.br.
Estou fazendo um trabalho sobre o comércio na época da colônia. Obrigada.

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