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01/07/2013

"Flor do Deserto" e o forte relato da vida de Waris Dirie



Waris Dirie atuando como modelo


Flor do Deserto, filme baseado no livro bestseller de Waris Dirie de mesmo nome.


Na língua nativa da modelo da Somália Waris Dirie, que ficou em seguida conhecida no mundo todo como modelo, o seu próprio nome significa flor de deserto, que é também o nome deste filme. 

O filme retrata a história verídica da supermodelo Waris Dirie. Nascida na Somália em 1965, no seio de uma tribo em péssimas condições de vida, foi aos 13 anos de idade vendida pela família para casar com um homem de 60 anos. Alegava sua mãe, mesmo sob a indignação da garota, que o tal homem havia oferecido um bom dinheiro por ela. Inconformada com este destino, ela foge da tribo e dos pais, mesmo deixando suas memórias e tradições. Essa corajosa mulher atravessa  inacreditavelmente todo o deserto somali durante vários dias, submetida a todos os sacrifícios de uma viagem desesperada, conseguindo chegar a cidade de Mogadíscio, onde sua avó a acolhe.

Ela, então, é enviada para Londres. Já na Inglaterra, foi faxineira na Embaixada da Somália. Quando quase é deportada com passaporte vencido, casa com um zelador inglês para ter visto de permanência. A linda modelo foi descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson, enquanto trabalhava em uma lanchonete, que começa a produzi-la junto às agências de modelos. A partir daí, sua vida muda radicalmente: ela se transforma numa modelo internacional, mudando totalmente a sua condição de vida pessoal. No auge de sua carreira, ela revela ao mundo que fora vítima de excisão feminina aos três anos de idade, iniciando, então, uma luta contra esta tradição, tornando-se embaixadora da ONU. 



Cena do filme "Flor do Deserto", 2009.



Livro que deu origem ao filme

O filme é uma autobiografia, que em 1998, se tornou um bestseller em todo o mundo. Waris escreveu alguns livros sobre suas vivências

Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas, a cada 11 segundos, uma criança sofre mutilação genital feminina em alguma parte do mundo. São cerca de 3 milhões de mulheres em um ano. Práticas efetuadas com facas, navalhas, vidros afiados, tesouras, um absurdo. Waris tornou-se, com sua Fundação Waris Dirie, um nome na luta contra FGM (Female Genital Mutilation). 

Olhado apenas como filme, ele tem limitações importantes na construção de alguns personagens, que parecem mal ambientados no enredo e que não agregam nada  importante no contexto da narrativa. No entanto, vale apenas conferir este filme, pelo relato forte daquela que se tornou uma das modelos mais conhecidas do universo da moda e, sobretudo, pelas cenas finais. 

"A mutilação feminina não possui aspectos culturais, religiosos ou de tradição. É um crime que precisa de justiça".
(Waris Dirie)

Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da Fundação: 

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